Caindo aos pedaços

Postado em Uncategorized em Setembro 16, 2009 por coletivodeautoris

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Vai semestre e vem semestre e “o nosso DEF” está cada vez mais precarizado, seja em sua estrutura ou na questão humana.
Ao passarmos por alguns lugares (secretaria, coordenação e biblioteca) vemos um crescente aumento de estudantes trabalhando nestes locais. São os Bolsistas Permanência. Numa primeira aproximação somos levad@s a tirar conclusões destorcidas, pois achamos que é correto ter alun@s nestes locais, possibilitando a ess@s uma certa remuneração mensal. Ao olharmos com mais cuidado notamos uma diminuição dos técnico-administrativos, pessoas advindas de concursos públicos e com qualificação técnica para exercerem as funções para as quais foram selecionadas, nestes mesmos locais. A breve conclusão que podemos tirar é a de que o Estado vai se retirando aos poucos de suas funções primordiais.
Outros exemplos disto são @s funcionari@s da limpeza, @s atendentes do RU, @s do setor de segurança, todas funções anteriormente ocupadas por servidores públicos, hoje são de empresas privadas. O setor privado (empresários) vai também aos poucos incorporando o setor público na universidade, inicialmente em funções não diretamente ligadas ao ensino. Esse processo contínuo está chegando ao ensino propriamente dito, como podemos ver nos técnico-administrativos, na seguinte lógica: como o Estado não contrata e/ou as contratações não suprem nem de perto a demanda e precisa de pessoas minimamente realizando aquelas funções, e, ao mesmo tempo, @s estudantes precisam de dinheiro para se manter na universidade.
O caminho a ser encontrado é fácil. Resolvem-se ambos os problemas com a bolsa permanência. Porém essas bolsas deveriam ser oferecidas nos projetos de Pesquisa e Extensão, onde @s alun@s além de receber essa graninha estariam também se qualificando e não sendo mão-de-obra barata e sem Direito Social (Férias, Décimo- Terceiro, Licença Maternidade e Paternidade, Plano de Saúde, Licença para Tratamento da Saúde, etc); garantias que tod@s @s técnico-administrativos deveriam ter.
Exemplos bem concretos destes fatores acima são os dois setores do DEF que hoje se encontram extremamente debilitados em relação a funcionários públicos, que são a Secretaria do Departamento e a Coordenação do Curso. Esta última, principalmente em épocas das matrículas, acaba recorrendo aos professores, que têm que realizar os serviços dos técnicos. Neste início de semestre, o problema se agravou ainda mais, onde na primeira semana não houve aula, pois o único técnico lá existente estava em licença para tratamento de saúde.
Se direcionarmos as nossas lentes para outros Setores da universidade e/ou outros serviços públicos, iremos notar que o processo vivido no nosso DEF também acontece nesses serviços em igual proporção e intensidade. Se por um acaso aparecerem novos técnicos-administrativos no nosso departamento nos próximos dias, de uma coisa podemos ter certeza, outro setor da universidade ficou debilitado.
O caminho que indicamos a essas categorias (estudantes, técnicos e professores) é de começarem a fazer parte de suas organizações de classe, a saber: Movimento Estudantil, Sindicato dos Técnicos e Sindicato dos Docentes, pois só lá é que entenderemos as verdadeiras causas destas aberrações e também buscarmos uma solução para elas.

XXX ENEEF – USP

Postado em Uncategorized em Setembro 8, 2009 por coletivodeautoris

Folder do XXX ENEEF

Aconteceu de 18 a 25 de julho, na cidade de São Paulo, mais especificamente na USP, o XXX ENEEF (Encontro Nacional de Estudantes de Educação Física) com o tema: “Educação Física em tempos de crise: a formação para além dos muros da Universidade”. Vale ressaltar a grande conquista que foi realizar um encontro com tamanhas proporções no CEPEUSP, que a muitos anos não permitia a utilização de seus espaços para encontros do movimento estudantil.
O encontro teve cerca de 500 inscritos, estudantes de Educação Física de todo o Brasil, que realizaram durante os oito dias debates partindo da nossa área, como nossa formação, esporte, saúde; até debates mais gerais do movimento estudantil, conjuntura, opressões, entre outros tantos.
Durante a plenária final, instância máxima de deliberação das e dos estudantes de Educação Física, tiramos as novas diretrizes para as nossas lutas no próximo período, 2009/2010.
Além disso, a ExNEEF (Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física) lançou a campanha “Educação Física é uma só! Formação unificada JÁ”, que tem como objetivo maior a revogação das atuais diretrizes curriculares do nosso curso, que fragmentam e empobrecem nossa formação.
A ExNEEF vem se colocando contra a divisão do nosso curso desde o início do processo de fragmentação dos cursos de Educação Física pelo Brasil, marcados pela promulgação das atuais Diretrizes Curriculares, em 2004. A ExNEEF defende uma proposta de licenciatura ampliada, com uma visão ampla de todos os campos de atuação que compõe a Educação Física.
E aqui fica o convite, para lutarmos tod@s junt@s pela revogação das atuais diretrizes curriculares, por uma formação ampliada e de qualidade!!!!!!

Algumas charges para rir ou para se pensar…

Postado em Uncategorized em Setembro 8, 2009 por coletivodeautoris

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XV EREEF/Sul passou…. Que venha o XXX ENEEF!!!

Postado em Uncategorized em Junho 4, 2009 por coletivodeautoris

  Durante os dias 30 de abril a 03 de maio, ocorreu o XV Encontro Regional de Estudantes de Educação Física, no Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Com o tema “Formação em Educação Física: fechado para balanço”, discutimos principalmente sobre as Diretrizes Curriculares. Cerca de trinta estudantes do UFPR estiveram presentes no encontro, participando organicamente, além da professora Astrid Beacker que esteve na Mesa 1: “Apontando as contradições da realidade”. O XV EREEF se dividiu em vários espaços: Mesa de Abertura, Mesa 1 e Mesa 2; Grupo de Discussão (GD); Grupos de Trabalho Temático (GTT), onde houve apresentação de trabalhos; e a Práxis, sendo que a de Dança Afro com a professora  Marta Messias (Jamaica) deu o que falar… O encontro como um todo foi bastante formativo e super organizado, considerando desde os pontos abordados, o nível d@s palestrantes, espaços começando nos horários previstos, locais para a realização dos espaços estavam de acordo, sem esquecer de mencionar as culturais (festas) que todos os dias tinham bandas diferentes, cerva gelada e muita integração entre a galera. Bem… O XV EREEF passou e deixou saudade. Agora temos que pensar no XXX ENEEF, que vai acontecer em São Paulo, na USP. E o “Coletivo de Autoris” está construindo o encontro junto com o CARB (Centro Acadêmico Rui Barbosa – EEFE/USP), e convida tod@s a construírem junto com a gente e PRINCIPALMENTE participar do ENEEF, que vai acontecer entre os dias 18 e 25 de julho… Mais informações em:  http://eneefusp.wordpress.com/

O JUPs, o CREF e os problemas…

Postado em Uncategorized em Junho 4, 2009 por coletivodeautoris

  A UFPR não participará da próxima edição dos Jogos Universitários Paranaenses, a ser realizada em Guarapuava, de 28 de maio a 3 de junho desse ano. Um dos determinantes principais desse processo foi a exigência por parte da Comissão Organizadora do evento do registro dos integrantes das Comissões Técnicas das equipes no Conselho Federal de Educação Física. As equipes da UFPR são dirigidas em sua maioria por alunos ou alunas da graduação em Educação Física e que, obviamente, não possuem registro no CONFEF/CREF, por serem ainda estudantes, o que os/as impediria de exercer a função de técnicos e auxiliares técnicos nos Jogos, funções essas já executadas durante o ano nos treinamentos na UFPR. Ao não permitir essa atuação dos acadêmicos enquanto técnicos o CONFEF/CREF interfere diretamente na formação profissional, coibindo uma atividade que é parte integrante dessa formação. E por isso novamente nos perguntamos: será que algo de bom aconteceu na Educação Física com a regulamentação da profissão e com a criação do sistema CONFEF/CREFS? Especificamente para os trabalhadores e trabalhadoras desta e das demais áreas atingidas por esta legislação, e também para os e as estudantes que se preparam para isso, algo mudou positivamente? O Coletivo de Autoris reafirma hoje, junto ao MNCR, seu repúdio a implementação da regulamentação da profissão da Educação Física, que desconsiderou a discussão de setores organizados da área, ignorando também as elaborações teóricas mais avançadas do período, reduzindo a área exclusivamente ao referencial da Atividade Física e Saúde. Ainda, por ter elaborado um combate a trabalhadores ditos leigos, que são em verdade profissionais assim denominados pelo sistema CONFEF/CREFs, por não terem formação superior em Educação Física, inclusos os trabalhadores e trabalhadoras das tradições culturais, que possuem sua intervenção em áreas da Cultura Corporal como a dança, a capoeira, o yoga, as artes marciais e outras manifestações. E além de tudo isso, ainda influenciou pesadamente na formulação das diretrizes curriculares da Educação Física em 2003/2004, que fragmentou nosso curso em licenciatura e bacharelado. A Regulamentação da Profissão pauta-se na manutenção de valores individualistas e corporativistas, na tese enganosa da reserva de mercado, transformando o direito de trabalho em serviço, vendendo a Educação Física para o mercado e prejudicando a nossa formação. Por tudo isso somos contrários e contrárias à regulamentação da profissão da Educação Física, em defesa da regulamentação do trabalho de todas as trabalhadoras e todos os trabalhadores das tradições culturais.

VOCÊ SABE O QUE É ESPORTE???

Postado em Uncategorized em Maio 14, 2009 por coletivodeautoris

Para além das respostas fáceis, que estão na aparência do fenômeno chamado esporte, como regras universais e que tem como principal objetivo a competição, é preciso buscar as raízes deste elemento da cultura corporal, que tem seus germes na mudança do feudalismo para o capitalismo. Se formos estudar a forma de trabalho servil (feudalismo), em que predomina praticamente o trabalho no campo e o artesanato, vemos que o trabalhador tem o conhecimento do processo produtivo como um todo; suas ferramentas são um apêndice de seu corpo, dominado pela destreza, força e habilidade. Essas características influenciam profundamente na cultura e na produção de seus jogos de divertimento, em que o jogador será reconhecido por vários aspectos, inclusive pela força e pela destreza. A partir do capitalismo, com maior ênfase após a Revolução Industrial temos sérias modificações na produção da vida, iniciando com a manufatura e posteriormente com a grande indústria. Neste período os jogos começam a ter os aspectos do esporte que conhecemos hoje, pois o trabalhador passa não mais a dominar os seus apetrechos de trabalho e sim a ser dominado pela máquina, que lhe exige técnica, repetição e eficiência, ou seja, passam a predominar movimentos mecânicos cadenciados no tempo.

            Essa nova forma de trabalho que passou a predominar na sociedade (a assalariada) interferiu e se refletiu nas formas de jogar dessa sociedade, produzindo essa manifestação corporal denominada esporte. Esse novo fenômeno exige dos atletas cada vez mais rendimento e desempenho, transformando os seres humanos em máquinas performáticas, estampadas quase que diariamente em nossos jornais e programas televisivos, o que nos leva a refletir sobre outro aspecto bastante plausível do esporte que é seu papel na constituição da ideologia burguesa.

            Enquanto política governamental o esporte aparece como elemento dispersador de manifestações populares contra as condições indignas de vida, como artifício para legitimar governos autoritários ou ainda para desviar a atenção de escândalos e problemas estruturais. Quem já não ouviu por diversas vezes a história de como a Copa de 1970 foi utilizada para encobrir a fase mais perversa da ditadura militar do governo Médici, em que já naquela copa algumas pessoas mais esclarecidas (João Saldanha, dirigente da seleção brasileira de 4 de fevereiro de 1969 a 17 março de 1970) se retiraram, como é possível notar na entrevista dada por Tostão, campeão em 1970, É possível explicar o afastamento de João Saldanha por motivos políticos? Acho que sim. João Saldanha incomodava muito a ditadura, pois era militante do partido comunista. Acho também que ele não quis continuar e procurou motivos para sair, como as suas críticas a Pelé e outros fatos”  (http://reporteresportivo.wordpress.com/atletas-do-passado/tostao/). Outro exemplo disso está bem mais próximo e nos permite perceber a contribuição que o esporte pode dar para a desmobilização inclusive dos próprios estudantes. Esta semana foi divulgada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE/UFPR), que tem em sua gestão integrantes do CAEF/UFPR, a terceira edição dos Jogos de Verão, que serão realizados na mesma data do XV Encontro Regional de Estudantes de Educação Física (EREEF/Sul), no feriado do dia primeiro de maio de 2009. Porque um evento de puro divertimento é marcado para acontecer na mesma data em que o movimento estudantil da área se encontra para discutir seus problemas específicos? A quem interessa esse tipo de atitude?

Por outro lado, o discurso que é diariamente reforçado pela mídia de massa é que o esporte pode servir como oportunidade de ascensão social ou no auxílio à superação de algumas mazelas sociais. O problema é que a prática esportiva se torna privilégio de uma minoria de sucesso, e se constitui em experiência de fracasso para uma maioria espantosa. Restando a essa maioria as ações de assistir, bater palmas e comprar os subprodutos da indústria cultural esportiva.

            Basta também uma rápida navegada no site do Ministério do Esporte para notarmos o quanto de verba é despendido para o alto rendimento em detrimento do esporte escolar, e para isto temos exemplos bem claros. É só olhar para o sucateamento das nossas escolas públicas. E o DEF/UFPR não está estruturalmente e ideologicamente alheia a isto, como podemos inferir nas condições de nossas quadras e materiais esportivos, na cobrança de taxas para se utilizar dos espaços “públicos” do CED e tantos outros problemas.

É esse esporte que você quer ajudar a promover??? Um esporte em que a maioria da população se coloca como mera expectadora??? Um esporte que nos põe a consumir sua boutique recheada de artigos autografados e nos priva de simplesmente jogá-lo??? Um esporte que contribui para não enxergarmos onde está a raiz dos problemas sociais (desemprego, fome, violência, falta de educação, saúde, etc) que cada vez mais nos atingem??????

Aos calour@s…

Postado em Uncategorized em Fevereiro 2, 2009 por coletivodeautoris

Parabéns! Você agora é um(a) calour@ de Educação Física!!

Depois de passar pela primeira barreira, que é o vestibular, chegou a hora de ir mais fundo nos estudos, nos trabalhos e nos questionamentos. Se você estiver dispost@, hoje pode ser o primeiro dia de um verdadeiro turbilhão em sua vida. Um período que pode mudar completamente o modo como enxerga o trabalho, os estudos e as pessoas que estão em sua volta. Chegou a hora de começar a sair da carteira, da sala ou da quadrada, e encarar o mundo de frente. Chegou a hora de assumir o controle! E nós estaremos aqui para ajuda-l@!

Hello world!

Postado em Uncategorized em Janeiro 17, 2009 por coletivodeautoris

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